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Este é um blog de poesias, comentários do cotidiano, estudos e pesquisas dos assuntos relacionados à observação da vida.

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Quinta-feira, Dezembro 06, 2007

Canto da Estrada Aberta (trechos)
Walt Whitmann
A pé e de coração leve
Eu enveredo pela estrada aberta
Saudável, livre ,o mundo a minha frente
A minha frente o longo atalho pardo
Levando-me aonde eu queria

Daqui em diante não peço mais boa sorte,
Boa sorte sou eu;

Daqui em diante, não lamento mais
Não transfiro, não careço de nada
Nada de queixas atrás das portas
De Bibliotecas, de tristonhas críticas;
Forte e contente vou eu
Pela estrada aberta

A terra é quanto basta:
Eu não quero as constelações mais perto
Nem um pouquinho, sei que se acham
Muito bem onde se acham, sei que são suficientes
Para os que estão em relação com elas

Carrego ainda aqui
Os meus antigos fardos de delícias,
Carrego- mulheres e homens-
Carrego-os comigo por onde eu vou,
Confesso que é impossível para mim
Ficar sem eles: deles estou recheado
E, em troca, eu os recheio

A terra a se expandir
À esquerda e à direita,
Pintura viva – cada parte com
Luz mais adequada,
A música a se ouvir onde faz falta
E a se calar onde não é querida
A jubilosa voz da estrada aberta
A alegre e fresca sensação da estrada
Ó estrada que percorro, é a mim que dizes “não me deixes”?
Dizes: “não te aventures, se me deixas estás perdido”?
Dizes “já estou preparada, bem batida e transitada”,
“Fica comigo”?

Ó estrada minha e de todos,
O que lhe posso dizer
É que não tenho medo de deixá-la,
Por mais que a ame: você me expressa melhor
Do que eu expresso a mim mesmo,
Você há de ser para mim
Mais que o meu poema

Penso que feitos heróicos foram todos concebidos
A céu aberto bem como os poemas livres,
Penso que aqui eu poderia fazer alto e milagres fazer
Penso que hei de gostar de qualquer coisa
Que eu encontre na estrada e qualquer um
Que me observe há de gostar de mim;
Penso que qualquer um a quem eu veja sentir-se-á feliz.

Allons! Seja você
Quem for, venha comigo viajar!
Viajando comigo há de encontrar
O que não cansa nunca,
A terra é quieta, rude,
A princípio incompreensível,
A natureza é rude e a princípio incompreensível
Não desanime, siga em frente: existem coisas divinas
Mais belas do que possam as palavras dizer.

Allons! Nós não devemos
Ficar aqui parados, por mais doces
Que sejam estes armazéns fornidos, por mais conveniente
Que pareça esta casa, nós aqui não podemos ficar,
Por mais abrigado que seja o porto
E por mais calmas que estas águas sejam,
Aqui nós não devemos ancorar; por mais acolhedora
Que seja a hospitalidade que nos cerca,
Não nos é permitido desfrutá-la
Senão por bem pouco tempo.

Ouça-me! Eu vou ser franco com você
Não ofereço velhos prêmios fáceis,
O que ofereço são novos prêmios difíceis
Eis como hão de ser os dias que lhe podem suceder
Você não acumulará riquezas, assim chamadas,
Distribuirá com mão pródiga
Tudo que venha a adquirir ou ganhar
Nem bem chegando à cidade à qual era destinado
Dificilmente há de se estabelecer
E ter alguma satisfação.

Sem que não ouça um apelo irresistível a de um novo partir,
Terá de acostumar-se às zombarias e aos risinhos irônicos
Dos que forem ficando para trás,
Aos acenos de amor que receber,
Você dará em resposta,
Somente apaixonados beijos de despedidas,
E não permitirá
O abraço das pessoas que vierem com as mãos suplicantes
Em sua direção. Qualquer caminho é apenas um caminho e não constitui insulto algum - para si mesmo ou para os outros - abandoná-lo quando assim ordena o seu coração. (...) Olhe cada caminho com cuidado e atenção. Tente-o tantas vezes quantas julgar necessárias... Então, faça a si mesmo e apenas a si mesmo uma pergunta: possui esse caminho um coração? Em caso afirmativo, o caminho é bom. Caso contrário, esse caminho não possui importância alguma."

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Qualquer caminho é apenas um caminho e não constitui insulto algum - para si mesmo ou para os outros - abandoná-lo quando assim ordena o seu coração. (...) Olhe cada caminho com cuidado e atenção. Tente-o tantas vezes quantas julgar necessárias... Então, faça a si mesmo e apenas a si mesmo uma pergunta: possui esse caminho um coração? Em caso afirmativo, o caminho é bom. Caso contrário, esse caminho não possui importância alguma."

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Sexta-feira, Maio 12, 2006

Não existe espaço nem tempo, principalmente entre os amantes.

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Quarta-feira, Maio 10, 2006

Vejo que algumas vezes eu paguei caro por todas as minhas diferenças. Imaginei até que se fosse mais comum teria certas facilidades, mas como o barato sai caro... e vai que não existam outras vidas...Eu ficaria muito frustrada e não me adiantaria em nada o lugar comum. Pago pela diferença de morar numa cidade legal e com o ar leve, ao invés de estar na cidade maravilhosa, minha terra natal; Pago pela distância das artes que tanto amava, os recitais da Sala Cecília Meirelles e do Clube de Engenharia, da Cinelândia, do Bola Preta, das exposições do Museu Nacional de Belas Artes, Biblioteca Nacional...tenho saudade das esquinas da Praça Cruz Vermelha e do Bairro Peixoto em Copa. Compreendo tanto que foi bom, mas tão bom que hoje estamos distantes, pois nos amamos! O prazer é algo belo por não ser definitivo, justamente. Eu acho tão bom ter tanta clareza about this! Por isso ser poeta, amante e amada com tanta incerteza e dúvida quanto a intensidade do meu amor...rsrsrsr bom demais!

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Domingo, Abril 30, 2006

Eu sempre estive apaixonada. Não acredito, mas sou muito sensível ao toque sutilizado que chega próximo e que me deixa ver a alma. ão precisa nem existir como sensação. Basta que eu perceba coração. Como fico feliz fácil! Bom bom....

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Sábado, Julho 02, 2005

A pessoa pode ser mais verdadeira justo no que mais a incomoda;
O verso, ritmo e movimento, às vezes, são mais consistentes do que o amor nas relações interpessoais e, podem induzir a um prazer atabalhoante.
Não é, e provávelmente tenderemos ao erro insistindo, com uma tonelada de afirmações de si, que conseguiríamos autenticidade. Eu acredito na palavra.

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'Ficamos assim...
Passa lá em casa que eu te conto tudo!'
Peço perdão ao gesto,
Mas a palavra me expressa mais do que o toque mais sutil,
Pois transcende a intenção de retorno ,
Compreensão ou
Correspondência.

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Sábado, Junho 25, 2005

Natal Noturno (quase Natal)
a Clowis Dias Cardoso
(In memorian)

O Nascimento da pequena luz o encontrou solitário
Sobre terras estranhas, secas
Sem emoção
Onde todas as tristezas se encontravam
Formando entre si um foco desesperado
Nada o faria acreditar
Que algo no seu universo
Poderia ser mudado

Daquele ponto emergiu o mar
Aquele canto
O som fúnebre dos ventos
Rompendo do céu, atingiu o Mundo
O sentimento único
Cultivando o inesperado
Nas almas perdidas e profundas
Anjo caído, divino
O Horizonte se abriu ao seu passar
O Infinito desvaneceu as trevas ao seu pedir
E tudo pareceu pedir-lhe perdão

Só que a vida se retirara para sempre
Era tarde, quase anoitecendo o coração
Quem sabe numa nova dimensão
Num encontro capital do ser com o espírito humano
Aconteça o verdadeiro Natal.



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Domingo, Maio 15, 2005

"Amigos", de Oscar Wilde

"Escolhi meus amigos não pela pele ou outro arquétipo
qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho
questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus
de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim um louco e santo.
Deles não quero respostas, quero meu avesso. Quero-os
santos, para que não duvidem dos diferentes e peçam
perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma
exposta.
Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior
alegria.
Amigo que não ri junto não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade
seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade
sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a
fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice.
Crianças para que não esqueçam o valor do vento no
rosto e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou, pois vendo-os
loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos,
nunca me esquecerei de que normalidade é
uma ilusão estéril."
Oscar Wilde


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Quinta-feira, Abril 28, 2005

Amigos que retornam...o que será que a vida diz?

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Sábado, Abril 16, 2005

Que saudade de não estar precisando tanto ser...Faz muito calor e carregar esse corpo tão 'caliente' por entre as estradas ora largas e mesmo estreitas demais é denso...Meu caminho é extenso...Meus sonhos suam, molhando e borrando a tal imagem que tinha do si mesmo!!!

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Quarta-feira, Março 30, 2005

Foi quase engraçado, até.
Desses olhares esquivos que se olha da janela do ônibus sem ver,
desse jeito lembrei que sempre via um garoto,
quando eu tinha treze e ele talvez dezoito e,
até a possibilidade da sua idade ter um z à ver com a minha... me arrepiava.
Preocupo de perder essa emoção assim barato,
sem saber por que e quase irresponsávelmente,pois o 'tudo'...o 'todo'...
sei lá , deve ser importante que alguém ainda acredite...

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Sexta-feira, Fevereiro 25, 2005

Que bonito ver um autor idealizando algo que já faz parte do coletivo.Peter Pan é de todo mundo e "Em busca da Terra do Nunca "também.

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Terça-feira, Fevereiro 08, 2005

A gente consegue até eliminar o texto, mas muitos ficam presos a imagens.

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